quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

Dúvida


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Nos teus olhos vejo a firmeza da dúvida. Ahh a dúvida... Nossa dádiva ou nossa condenação? A certeza é a arma dos tolos. E tu, caro amado, é sempre indecisão.




Imagem: Melancolia, 1894. Edvard Munch.


quarta-feira, 16 de maio de 2018

Entrevista com Wagner Uarpêik sobre o conto Libertália.





"Necessária é também uma inclinação para enfrentar questões que hoje ninguém se atreve a elucidar; inclinação para o proibido; predestinação para o labirinto”. (Friedrich Nietzsche em  O anticristo)















“Libertália: Pirataria Anarquista & Anarconinjismo” é um texto ficcional, um conto publicado por Wagner Uarpêik no final do ano passado. Ele promove boas reflexões sobre um suco que endossa cada vez mais as formas de protestos, ativismos e práticas políticas em nossos dias: como diria John Zerzan, “O suco de hoje é com anarquia”.

Conhecemos a proposta do clã abordado na história em dois manifestos: o Manifesto Anarconinja e o Manifesto Anarcopirata. Ambos despontam na origem da “Irmandade Libertália”, que nos oferece um problema e um culpado: a civilização é “o maior erro da humanidade”. Erro que acarretou efeitos colaterais como o "tripé sedentarismo-propriedade-burocracia”, engrenagens fundamentais de toda manifestação civilizacional.

Wagner nos apresenta a interessante metáfora do urubu-de-cabeça-preta como “efígie de astúcia, oportunismo e vagabundagem” – modelo de atuação dos membros de Libertália. Nada mais sagaz que nos lembrar que os urubus, em seus voos, são capazes de planar e com isso não gastar energia. Eles nos ensinam a distribuir nossa energia e usá-la somente quando necessário. Ao que parece, essa é a nobre saída dos agentes de Libertália, liderados por Julian Lobstein: um “jogo sujo” a serviço da liberdade de se autogovernar. Nas trinta e cinco páginas do livro há um interessante e atual suco anárquico que trata de temas controversos como “zonas de autonomia temporária”, guerrilhas armadas e manifestações Black Blocs.

Libertália não poupa fortes e irônicos ataques ao trabalho, à civilização, ao capitalismo, à luta armada, ao crime não ideológico, aos “parasitas capitalistas” e ao “franciscanismo esquerdista”. Vale a pena conferir. E digo mais: existe no livro um eixo que norteia questionamentos de natureza mais, digamos, existenciais – afinal, a vaidade de “fazer justiça” pode ser considerada um dos eixos temáticos da obra. É necessário deslocar-se das preocupações ideológicas para perceber um cerne que perpassa as entrelinhas de Libertália e parece mostrar-se de forma mais acentuada nas últimas linhas do conto. É sobre isso e muito mais que converso com o autor.

Em Libertália há um intenso e incontestável teor político. Afinal, trata-se de uma proposta fictícia ou não?

Libertália é uma criatura fantástica capaz de desencadear efeitos concretos, “realistas”. Numa época em que política e ficção copulam e fazem filhos cada vez mais discretos e intrincados, Libertália está, digamos, na moda.

Os dois manifestos presentes no conto são, do ponto de vista anarquista, perfeitamente lúcidos. Eles informam e tendem a instruir grupos mais jovens interessados nas ideias anarquistas. Não é provável que os leitores interpretem seu conto como um manual tático para burlar o “sistema”? O que podemos pensar sobre você como autor? Você compactua com as estratégias dos manifestos?

Assim como não é necessário ser anarquista para escrever sobre anarquismo, os personagens de uma história não devem ser depositados na conta do autor – bem, pelo menos não automaticamente, por transferência, a maneira mais fácil e preguiçosa, sem filtros, lupas e certos instrumentos cirúrgicos imprescindíveis para uma dissecação da criatura que, aliás, necessariamente, por milhares de rios (subterrâneos, inclusive), desemboca na vida do criador. 

É um destino inevitável, mas que, no caso de Libertália, deve ser conquistado. A obra deve falar mais do que o obreiro. 

Anarquizar e libertalizar jovens e adultos susceptíveis é um dos efeitos colaterais mais perigosos de uma fórmula criada para tratar de justiça, liberdade, controle, conspiração e outras metástases e inflamações do organismo social e pessoal. É a velha história do remédio que vira veneno, sabe?: depende da dose e do paciente. O criador da fórmula pode garantir sua eficácia caso ela seja usada adequadamente. Mas como diabos poderia impedir que seus hospedeiros a ignorem, transformem ou simplesmente desperdicem sua inteireza através de um uso excessivamente ingênuo, pessoal, limitado?

Minha vó e minha tia sugeriram que as capas das próximas edições de Libertália venham com avisos como: “não recomendável para menores de 25 anos”, “não tente fazer isso em casa”, “atenção: leia direito”...

Você lançou o seu livro meses atrás. Como foi recebido até agora?

Para minha surpresa, recebi mais críticas e elogios de desconhecidos do que de amigos e próximos. Uma ativista espanhola se ofereceu para me ajudar a lançar o livro em Barcelona – ela acredita que, a médio ou longo prazo, Libertália se tornará tão influente e “renovador” quanto Zonas Autônomas Temporárias ou El Libro Rojo de Yomango [risos]. Uma estudante de letras mineira gostou dos desafios morais da trama e celebrou seu “minimalismo denso e contundente”. 

Por outro lado, um escritor de zines formado em direito e apaixonado por romances me enviou um ensaio tão chato, longo e professoral quanto uma peça judicial, me intimando a explicar fatos supostamente ambíguos e obscuros da história, sentenciando – ideologicamente e/ou estilisticamente – a mim, Lobstein e até Daniel Liberalino! (meu  honroso prefaciador), e sugerindo como eu devia ter escrito o conto [risos] – que, aliás, para o zineiro devia ter sido um romance [risos]. 

Um aparente eleitor de Bolsonaro acusou meu livro de “ensinar as pessoas a praticarem crimes” – e avisou que “isso não vai ficar assim!”. Uma petista solicitou que eu parasse “de sabotar a luta de classes” e que fosse “trabalhar de verdade”. [risos]

Um amigo filósofo viu distopia antimilitante em Libertália. Uma amiga militante pediu que eu ensinasse os truques libertalianos num evento...

Enfim, são elogios, apostas, delírios, paradoxos, piadas prontas e ironias involuntárias como essas que fazem a vida valer a pena. 

Contudo, apesar da dificuldade cada vez maior que as pessoas têm de realmente compreender o que leram (ou deviam ter lido!), frequentemente certas flores e espinhos de Libertália têm chegado nos endereços certos pelas vias certas, ou seja, têm agradado e ferido aqueles que naturalmente devem agradar e ferir. Sinto que a maioria das pessoas não foi capaz de andar pelo livro sem se cortar. Vejo dor e raiva em seu silêncio. 

Meu amigo e escritor Daniel Liberalino, um dos poucos que, como você, embarcou pra valer no livro, me deu um ótimo e iniciático conselho: “é preciso escolher entre escrever e ter amigos”. Eu concordo em parte, pois escrevo para (des)encontrar amigos. E apesar de tantos sintomas, carajo, a verdade é que um escritor nunca sabe como uma história vai acabar ou começar dentro de cada um. Ah mistério maravilhoso! – e terrível!

Ao que parece, os justiceiros de Libertália estão em uma categoria diferente do Bando Bonnot, por exemplo. A proposta adotada pelo clã Libertália não inclui pistolas, e sim a prática de sonegação de impostos e multiplicação de criptomoedas, por exemplo –  “crimes ideológicos”. O ataque ao sistema pelas brechas, pelo lado de dentro, pelas portas menos vigiadas. Trata-se de uma apologia ao crime ou de uma contestação ao que já existe? Sonegar no Brasil não seria quase uma redundância? Libertália faz apologia ao crime?

Há maneiras mais eficazes de defender o crime [risos]. A irmandade Libertália é um espelho em que podemos mirar diversas estirpes humanas.

O que mais me surpreendeu no livro foi o encontro de duas questões tão humanas: o idealismo e o realismo. A partir da segunda página, percebi que havia questões não somente ideológicas, mas também sobre a condição humana em si. Você diz que a militância de Lobstein resultou de uma revolta que tinha “mais a ver com sua infância do que com a luta de classes”. Dessa forma, para o personagem “foi mais divertido culpar o ‘sistema’ do que a si mesmo”. Sendo assim, todas as lutas, organização e estratégias da Irmandade Libertália não perpassam só uma luta contra o “sistema”, mas uma procura por sentido?

Quando o desespero de atribuir um sentido à existência se casa com a justificação inconsciente do próprio fracasso num inimigo exterior, o suicídio (lento ou súbito), a loucura e a guerra nunca estão distantes. E, no entanto, qual igreja religiosa ou política não nasceu desse matrimônio infeliz?

No início do conto, Lobstein não passava de “um sonhador pobre, bêbado e solitário”. Ao longo da trama, ele alcança certo sucesso com a construção de Libertália. Entretanto, no fim do conto, após dois episódios –  o da família indiana e o ataque do lobo ao filhote de coelho –, Lobstein percebe que tentar fazer justiça não o fez mais justo, e que fazer justiça era sua maior vaidade. Esse conto é uma espécie de aviso de que toda luta política é incapaz de curar as piores mazelas humanas? A aflição final de Lobstein é própria da insatisfação daquele que procura? Haveria uma busca incessante que a mais utópica ideologia não consegue compensar?

Libertália nos desafia a responder tudo isso – e algo mais.

Os membros de Libertália tomam o urubu somente como um agente de limpeza externa do mundo capitalista, ou também como um agente de limpeza do que está “podre” dentro de nós mesmos?

A última vez que os vi, pareciam mais interessados em “limpar” o mundo do que a si mesmos [risos]. Mas, como diria um bom urubu, nunca é tarde para a grande faxina!


Os escritos de Wagner Uarpêik perpassam a filosofia, a literatura, e as ciências sociais. É tradutor, revisor, ghostwriter e instrutor de artes marciais. Libertália é o primeiro livro assinado pelo natalense. Site: copyrightzone.wixsite.com/wagneruarpeik 



quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Ciganos

O ritmo dos gitanos e a dança veloz,
atirados, atrevidos, filhos da sorte?

Suas saias giram como rodas constantes.
Em festejos são lindas e reluzentes,
nas ruas acinzentadas vestes maltrapilhas
de cores desbotadas.

De pés rachados de chão.
De mão em mão atravessam oceanos
profetizam, dilaceram baralhos.

Nos quatro cantos do mundo
se mostram em mil faces da mesma moeda.


Imagem: Francisco Rodriguez Sanchez.

A palavra


Após uma intensa estadia, finalmente resolvi dizer  o que queria: 

-Vou prostituí-la e por meio de ti receber aplausos!

Ela com toda sua exuberância e prepotência repondeu: 

- Se mal me usares nem o mais ínfimo leitor de bula te dará audiência.

 Respondi: 

- Mesmo que não seja eu que ganhe sobre suas costas. Tantos o já fizeram e tu não te  importaste?

E ela me disse:
- Já nasci prostituída, desnuda para fazerem o que mal ou bem quiserem.

Continuei a questionar: 
- Não é triste isso?

E ela com tom melancolico me respondeu:
 - O que posso eu fazer?  No principio de tudo eu já era verbo, me conjugavam, julgavam e me lançavam ao fogo.

Mais uma vez a questionei: 
- O que tu achas de tudo isso?

Ela em três palavras em respondeu: 
-  Insolúvel, desmedido, um percalço.

Disse:
Melhor não seria ser livre? 

E ela levemente conformada, mas com suspeita felicidade disse: 
- Nas letras que se agregam está meu rumo.  Só ganho e sigo a tramontana. O que mais tenho em minhas mãos?

E eu disse:


- O meu coração. 

Ela subtamente se levantou e disse ao abrir a porta:
- Passaste muito tempo por aqui. Agora vais. Não demores tu com perguntas. Desejo ventura. E lembre-se: não apresse sua seiva tens a eternidade pela frente. Continuarei aqui sou permanência e tu logo se esvai. 


Imagem: Ting Shao Kuang.  

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Os primos ( part.)


Era tarde, era o final da tarde e o primeiro dos treze havia partido. Agora, quase todo entardecer lembro-me de sua partida. A notícia de sua morte foi súbita. Em telefonema choroso recebi a notícia. E um pouco mais tarde um noticiário anunciou: - Jovem de vinte oito anos e um homem de quarenta anos foram assassinados. Dois homens chegaram de bicicleta e atiraram várias vezes. Nos primeiros tiros a intenção era matar, nos  sucessivos cometer um fuzilamento. Foi o que pensei e lembrei do mineirinho de Lispector.
Nunca sabemos quem o matou. Talvez sua falha humana, que encontrou outra já tão falhada e o fuzilou com toda sombra e maldade. Poderia ser qualquer outro, tantos outros filhos da falha, garotos sem pai, filhos do desespero. Uma vítima da escolha ou vítima da conseqüência? Sua pobreza e condição foram suficientes para que nunca mais se tocasse no assunto. Conclusão do caso: envolvimento com drogas e nunca mais se fala disso. O envolvimento com drogas era justificativa suficiente para um veredicto popular: - era um vagabundo criminoso. Ao engolir seus almoços conseguiam misturar comida e sangue e ouvir as fatídicas noticias de mais um de tantos jovens óbitos. Sem nenhuma dignidade e divindade julgaram aqueles que almoçavam ao ver o noticiário. 
Nesse dia parei para ouvir o noticiário, sem almoço. Assisti plácido o sangue derramado no chão, sem tarja e sem censura. Panos cobriam os corpos, pois os inúmeros tiros não haviam tirado uma, mas duas vidas e o termino de um jogo de domino.
 Entre as  flores baratas e as velas brancas percebemos que perdemos, éramos doze. Em seu sepulcro a vida, do mais velho dos primos, havia partido. Eram duas histórias, mas uma única cena. O menino magro, moreno de rosto sujo de poeira e lagrimas, de calção e pés descalços corria na rua de barro vermelho. Na palidez da face de seu pai, via o desespero do menino. 
 – Papai morreu, papai morreu. O menino em gritos histéricos dizia para si, e para ruela. A cena do seu pai ensanguentado, mesa virada e jogo no chão pouco pairavam em minha memória. Só menino que de tempos e tempos em minha lembrança passava correndo.
"Creio no riso e nas lágrimas como antídotos contra o ódio e o terror." Chaplin.

Foto: Oklahoma, 1914.
  • "Rama, Rama, ó guerreiro de braços longos, ouve o segredo eterno que te permitirá vencer todos os teus adversários. Ele não é outro senão o 'Hino ao Sol', ó caro filho, ele é sagrado; essa prece é eterna, imperecível, elevada e auspiciosa, a alegria dos bons, a destruidora de todos os males, a que acalma o medo e a ansiedade, a aumentadora de vida, e os mais excelentes de todos os versos: "'Ó Tu, que ao nascer és coroado com raios, a quem os Devas e Asuras prestam homenagem, saudações a Ti! Tu és Vivisvata, o resplandecente Senhor dos Mundos, a Alma dos Deuses, o Refulgente, o Criador da Luz, que sustentas as Hostes de Devas e Asuras e os Três Mundos com Teus raios. Tu és o Criador, Mantenedor e Destruidor, Tu és o Deus da Guerra, o Senhor das Criaturas, o Rei dos Celestiais, o Distribuidor de Riqueza. Tu és Tempo e Morte, o Possuidor de esplendor, o Senhor das Águas, os Antepassados, os Vasus, os Sadhyas, os Maruts, Manu, Vayu e o Deus do Fogo. Tu és a Fonte de Vida e das estações, Tu és o Grande Nutridor de tudo, o Gerador de todos, o Corcel nos céus, o Mantenedor, o Possuidor de Raios, o Dourado, o Brilhante, a Energia Cósmica, o Criador do Dia. 
    Tu és onipenetrante, de miríade de raios, o Indicador de todos os caminhos, de quem procedem os sentidos, Tu és O de Mil Raios, o Subjugador das Trevas, Aquele de quem provém toda felicidade, o Removedor dos sofrimentos de Teus devotos, o Infusor de vida no Ovo Cósmico, o Possuidor de Raios. Tu és a causa da 
    Criação, Preservação e Destruição do universo, o Beneficente, o Possuidor de Riqueza, o Portador do Dia, o Professor, O de ventre de fogo, o Filho de Aditi, Tu és Felicidade suprema, o Removedor de Ignorância, o Senhor do Firmamento, o Dissipador de Escuridão, o versado no Rik, Yajus e Sama (Vedas), Aquele de quem fluem as chuvas, o Amigo das Águas, Aquele que, com um único salto, atravessou a Cordilheira Vindhya. Tu estás concentrado em criar o Cosmos; Tu estás adornado com pedras preciosas; Tu és o Portador da Morte, o Pingala,o Destruidor de todos, o Onisciente, Cuja forma é o Universo, de grande energia, amado por todos.
  • Senhor de todas as ações. Ó Tu, Senhor das estrelas, planetas e constelações, o Criador de tudo, o Resplandecente entre os esplêndidos, a Essência das doze formas,saudações a Ti! Saudações às montanhas do Leste e do Oeste, saudações ao Senhor dos corpos estelares e ao Senhor do Dia! Saudações a Ti, o portador de vitória e da alegria que brota da vitória, ó Senhor dos Corcéis Dourados! Saudações a Ti, O de mil raios, ó Aditya! Saudações a Ti que controlas os sentidos, a Ti o herói que és digno da Sílaba Sagrada,
    saudações a Ti que despertas o Lótus! Saudações a Ti, ó Feroz, que és o Senhor de Brahma, Ishana e Achyuta! A Ti, ó Sol, Possuidor de Luz, Tu de poder iluminador, o Devorador de tudo, que assumes a forma de Rudra, sejam as nossas saudações! Saudações a Ti, o Destruidor da escuridão, do frio e do inimigo; Saudações a Ti de Alma Infinita, o Destruidor dos ingratos, o Senhor das Estrelas; saudações a Ti, cujo esplendor lembra ouro refinado, o Destruidor da ignorância, o Arquiteto do Universo. Saudações a Ti, o Removedor de escuridão, o Iluminador, o Observador de todos os mundos. És Tu que crias tudo e destróis tudo, que secas, consomes e aniquilas 
    tudo. Tu acordas quando todas as criaturas dormem, em cujo coração Tu resides; Tu és o fogo sacrifical, e o fruto do sacrifício. Tu és a soma de toda ação e o Senhor dela'. "Ó Raghava, aquele que recita esse hino na hora do perigo, no meio da selva ou em qualquer risco não sucumbe a ele. Oferece uma profunda devoção àquele Deus dos Deuses, o Senhor do Mundo! Aquele que recita esse hino três vezes será vitorioso! Ó guerreiro de braços longos, chegou a hora em que tu triunfarás sobre Ravana!
.(Ramayana, yuddha kanda, livro VI) 

As influências astrais em tempos de coronavírus

  Vivemos em uma época de forte descrença nos astros, mas ao mesmo tempo nos divertimos com inúmeras páginas e memes que tornam o saber astr...